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Como é diagnosticado?
Não há nenhum teste ou exame específico do qual resulte o seu diagnóstico. O diagnóstico é feito pela comprovação da presença de sintomas, e sinais que a caracterizam. Os critérios actualmente em uso, definidos pelo Grupo Internacional para o Estudo da DB, em 1990, contemplam a presença obrigatória de aftose oral associada a mais 2 dos seguintes critérios: aftas genitais, manifestações cutâneas, manifestações oculares e teste da patergia positivo. Este curioso teste, que traduz a hiper-reactividade da pele a pequenas lesões traumáticas, manifesta-se pela presença de um pápula (pequena saliência avermelhada) no local de uma picada feita 2 a 3 dias antes. Desconhece-se a razão pela qual o sistema imunitário reage desta forma na DB. Sabemos ser importante que exista um "terreno" propício para que a doença se desenvolva, bem como a presença de um ou mais "agressores" que a desencadeiem, ambos responsáveis pelo seu aparecimento e evolução.
Quanto ao "terreno", sabemos que as pessoas portadoras do HLA B51 (marcador presente nos glóbulos brancos), são mais propensas a desenvolver DB. Outros marcadores estão em vias de caracterização, permitindo-nos vir a perceber porque é que algumas formas de doença são mais agressivas, ou porque é que algumas pessoas têm formas de doença que "atacam" mais alguns órgãos do que outros.
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